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Afinal, o que é a queda de cabelo?

Afinal, o que é a queda de cabelo?

1 Fevereiro 2021

A queda de cabelo é um processo fisiológico que ocorre diariamente e que integra uma das etapas do ciclo natural de crescimento capilar. Mas, como podemos compreender melhor este fenómeno? Quando é que a queda de cabelo deixa de ser normal e passa a ser um problema? Quais são os fatores que a despoletam? Existe alguma solução?

Tal como sabemos, o cabelo encontra-se em constante renovação. Cada folículo capilar é único e responsável pela produção e crescimento de diversos fios de cabelo, ao longo de um ciclo assíncrono que, geralmente, decorre entre cinco a sete anos. Encontrando-se na sua própria fase do ciclo de crescimento capilar, cada fio de cabelo é, por isso, independente: uma particularidade que não só previne a queda acentuada de cabelo, como também justifica o facto de, em média, perdermos entre 50 a 100 fios de cabelo por dia.

O mecanismo fisiológico de crescimento capilar compreende três fases: a anagénese, a catagénese e a telogénese. Na primeira, durante três a seis anos, assiste-se ao crescimento do cabelo a partir da raiz, a um ritmo de cerca de 1 centímetro a cada 28 dias. Por sua vez, a etapa seguinte – catagénese -, determina um período de transição, no qual se inserem cerca de 1% dos nossos cabelos que, gradualmente, param de crescer, uma vez que deixam de estabelecer contacto com os vasos sanguíneos e com a papila cutânea. Também designada como fase de repouso, a telogénese dura sensivelmente três meses e é a fase em que se verifica o início do desprendimento da haste capilar. Entre 10 a 15% dos nossos cabelos encontra-se nesta fase, à qual sucede o momento em que ocorre a queda efetiva do cabelo mais antigo do couro cabeludo e a sua substituição por um novo cabelo: exogénese.

Apesar de natural, a verdade é que é frequente assistirmos a algumas oscilações no ciclo de crescimento capilar, o que por vezes se traduz numa queda de cabelo mais significativa. Mas, porque será que isso acontece? Bem, a queda de cabelo é um fenómeno multifatorial. No entanto, a sua maior predominância é comum em determinadas épocas do ano como, por exemplo, no outono. E porquê? Porque as diferentes fases do ciclo de cada folículo capilar são essencialmente reguladas por hormonas como a testosterona, o estrogénio, o cortisol, a prolactina, a tiroxina e a tri-iodotironina. Ora, sabe-se que a hipófise é a glândula endócrina que regula o normal funcionamento da maior parte dos nossos processos hormonais e que esta é altamente influenciada pela exposição à luz solar. Assim, facilmente compreendemos que quer a redução do número de horas de sol como a diminuição da temperatura ambiente são características que interferem com o nosso ritmo circadiano e que, por isso, afetam a regulação da produção hormonal e, consequentemente, o ciclo de crescimento capilar. Deste modo, as alterações sazonais, o stress, o período pós-parto, a menopausa/andropausa e os distúrbios endócrinos são fatores que contribuem para a entrada prematura do cabelo na fase telogénica. Todavia, é ainda importante não descurar a relevância que quer os desequilíbrios nutricionais quer a toma de alguns medicamentos podem assumir na queda de cabelo repentina. A deficiência em ferro e em outras vitaminas e sais minerais, bem como a realização de tratamentos com imunossupressores, antidepressivos, anti-hipertensores e estatinas fazem parte de todo o conjunto de acontecimentos descritos que podem estar na origem do designado eflúvio telogénico.

O eflúvio telogénico é um tipo de queda de cabelo que, geralmente, surge três meses após a exposição a um dos fatores suprarreferidos e que pode ser agudo ou crónico, caso a perda de cabelo se verifique durante um período inferior ou superior a seis meses, respetivamente. Contudo, além deste tipo de queda de cabelo que, por norma, não implica calvície, existem outros que podem, ou não, estar relacionados com o nosso património genético. Conhecê-los é, do meu ponto de vista, extremamente importante, para que possamos encontrar soluções que se coadunem com as nossas necessidades concretas.

A alopécia androgenética, por exemplo, é um dos problemas mais comuns de perda de cabelo devido a mecanismos hereditários. Manifesta-se sobretudo nos homens, ocorrendo inicialmente de forma mais acentuada na zona das têmporas e prolongando-se, ao longo do tempo, no topo da cabeça, conduzindo, não raras vezes, à perda total de cabelo. Nas mulheres, a queda não é tão radical. Não obstante, ocorre uma diminuição gradual e difusa da espessura dos fios de cabelo, como parte natural de um processo de envelhecimento, no qual o cabelo vai perdendo a sua pigmentação e ficando mais fraco, desde logo pela redução da sua resistência e pelo aumento da sua porosidade.

É facilmente percetível que são vários os fatores que podem provocar alterações na nossa densidade capilar, mas inúmeras são também as soluções disponíveis para o tratamento e prevenção deste problema. O aconselhamento junto de um profissional de saúde é, sem dúvida, o primeiro passo para traçar um caminho de sucesso. Por esse motivo, em breve, poderão encontrar no blog um artigo sobre as diferentes abordagens existentes no mercado para combater esta questão, bem como dicas que permitam contribuir para a manutenção de um cabelo e de um couro cabeludo mais fortes e saudáveis.

Até lá, estamos inteiramente disponíveis para esclarecer todas as suas dúvidas, sobre este e outros temas. Fique desse lado, cuide de si e proteja-se!

 

Dra. Andreia Moreira

 

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