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COVID-19: Esclareça as suas dúvidas sobre as vacinas! (Parte 1)

COVID-19: Esclareça as suas dúvidas sobre as vacinas! (Parte 1)

5 Agosto 2021

Finalmente, e como tanto ansiamos, aos dias de hoje dispomos de um mecanismo de defesa contra a infeção por SARS-CoV-2: as vacinas. Este vírus, que levou ao colapso dos sistemas de saúde, que ceifou a vida de tantas pessoas e que deixou tantas outras com inúmeras sequelas, veio para mudar radicalmente as nossas vidas, mas trouxe também a público os frutos do trabalho excecional que tem vindo a ser desenvolvido, ao longo de várias décadas, pela comunidade científica.

A verdade é que, se ao início todos almejávamos a chegada de uma vacina, assim que tal efetivamente se verificou, as opiniões tornaram-se um pouco mais divergentes. Reconhecemos que combater esta pandemia é um constante desafio. Constatamo-lo pelo avanço e recuo nas tomadas de decisão, e sentimo-lo porque a incerteza aviva os nossos medos e gera novas inseguranças.

Enquanto profissional de saúde, continuo a defender que, além de todos os comportamentos que devemos adotar individualmente e de forma responsável, o combate a esta pandemia deve essencialmente compreender duas outras questões: a vacinação e a testagem massiva da população. Só assim poderemos alcançar a tão desejada imunidade de grupo e quebrar eficazmente as cadeias de transmissão.

No dia 27 de dezembro de 2020 registou-se, em Portugal, a primeira inoculação de uma vacina contra a COVID-19 e, desde esse dia histórico, muito se tem escrito. O certo é que, atualmente, existem quatro vacinas que estão a ser administradas em Portugal e que se podem dividir em dois grupos: as vacinas de RNA mensageiro (mRNA) (Moderna e Pfizer) e as vacinas de adenovírus (AstraZeneca e Janssen).

As dúvidas quanto à eficácia e segurança destes medicamentos têm-se multiplicado, em virtude das notícias que, diariamente, são emitidas pelos meios de comunicação social. Como tal, decidi abordar este tema para dar resposta a algumas questões e desmistificar as preocupações com que, frequentemente, nos confrontamos.

Por uma questão de dimensão, este artigo foi dividido em três partes. Nesta primeira parte, abordarei algumas questões essenciais que permitirão compreender melhor o porquê de termos que ser vacinados.

Qual é o objetivo da vacinação?

Um dos princípios da vacinação é o de produzir proteção sem causar doença, permitindo a criação de uma memória imunológica, que fará com que o nosso sistema imunitário desenvolva uma maior aptidão para reconhecer, de forma específica, um antigénio com o qual já se havia deparado. Mas, afinal, o que é um antigénio? Um antigénio é nada mais, nada menos, do que uma substância que o nosso organismo encara como sendo estranha. Daí que, na sua presença, o nosso corpo desencadeie mecanismos de produção de uma outra substância, capaz de reconhecer e neutralizar o antigénio: o anticorpo. Assim, a vacinação contra a COVID-19 pressupõe a prevenção do surgimento de doença grave, bem como das consequências que advêm desse evento, sendo por isso essencial para aliviar a pressão exercida sobre os sistemas de saúde.

Quais os fatores que influenciam a resposta imunológica à vacina?

Regra geral, sabe-se que, quanto mais semelhante a vacina for da estrutura que induz a infeção natural, melhor será a resposta imunológica à vacina. Todavia, existe uma série de fatores que podem influenciar a nossa resposta imunológica à vacinação, tais como: os anticorpos maternos, a idade, a presença de comorbilidades, fatores nutricionais, a natureza e a dose do antigénio que é inoculado, a via de administração da vacina e a presença de adjuvantes na mesma. Normalmente, além de um imunogénio específico do agente patogénico que se pretende combater, as vacinas carregam também adjuvantes (sais minerais, hidróxido de alumínio ou lipossomas), com o intuito de ativar a resposta imunológica. Contudo, no caso das vacinas contra a COVID-19, tal não se verifica, devido às propriedades imunoestimulantes que são inerentes tanto ao mRNA, como à partícula de adenovírus.

O que é a imunidade de grupo e como a poderemos alcançar?

Além dos benefícios que a vacinação aporta individualmente, o conceito de imunidade de grupo para uma doença infetocontagiosa surge quando uma grande parte da população é vacinada contra o agente patogénico que provoca essa mesma doença. Desse modo, quando se atinge, numa determinada região, uma taxa de cobertura vacinal elevada, é possível controlar de forma mais eficiente a propagação da doença e até mesmo levar à sua erradicação, tal como se verificou com doenças como a varíola. Não obstante, é também através da imunidade de grupo que, em conjunto, podemos contribuir para a proteção dos indivíduos cuja administração das vacinas é contraindicada, devido, por exemplo, a alergia ou doença severa, a casos de encefalopatia, gravidez ou imunossupressão. Como tal, existem duas formas de alcançarmos a imunidade de grupo: ou através da vacinação ou através de um mecanismo de imunidade natural, o que implica que uma parte considerável da população tenha já sofrido da doença.

Quem já esteve infetado com COVID-19 deve tomar a vacina?

Sim, mas, por enquanto, apenas deverá ser administrada uma dose da vacina (quer o esquema de vacinação compreenda 1 ou 2 doses). Como explicado, ao contrair a infeção pelo SARS-CoV-2, o organismo adquire imunidade natural, pelo que, à partida, a probabilidade das pessoas que já estiveram infetadas contraírem novamente a doença é menor. Assim, a toma da vacina irá apenas potenciar a sua resposta imunológica, pelo que deverá ser feita seis meses após a recuperação da infeção pelo novo coronavírus.

E quem estiver doente?

Para que obtenhamos os resultados pretendidos com a vacinação, necessitamos que o nosso sistema imunitário responda às vacinas de uma forma adequada. Quando estamos doentes (com febre, tosse ou outros sintomas), existe uma grande probabilidade do nosso organismo estar combater uma outra infeção, pelo que o sistema imunitário estará necessariamente mais fragilizado. Neste sentido, se possível, recomenda-se que a vacinação seja adiada. Isto explica também a razão pela qual algumas pessoas, sobretudo idosos, desenvolvem uma resposta imunitária menos significativa aquando da toma de uma vacina.

 

Se pretender saber mais sobre as vacinas contra a COVID-19, poderá ler mais na Parte 2 e na Parte 3 deste artigo.

 

Dra. Andreia Moreira

 

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