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Um regresso às aulas livre de piolhos!

Um regresso às aulas livre de piolhos!

16 Setembro 2021

O regresso às aulas é sempre um momento que se vive com grande ansiedade e expectativa, não só pelos mais jovens, mas também pelos seus pais. Contudo, e apesar da preparação meticulosa que um novo ano letivo exige, nem sempre estamos prontos para dar resposta a todos os contratempos que podem, eventualmente, surgir no decorrer do mesmo. Como tal, hoje decidi falar-vos sobre um tema que, apesar de ser bem conhecido, continua ainda a ser socialmente tratado como um assunto tabu: a pediculose.

A pediculose é um problema de saúde pública que é conhecido por ser nada mais, nada menos, do que uma infestação provocada por piolhos. Uma condição que afeta, sobretudo, os jovens e as crianças em idade pré-escolar.

O piolho da cabeça (Pediculus humanus capitis) é um inseto parasita que se alimenta do sangue dos seres humanos e que, apesar de ser predominantemente encontrado na cabeça, se pode alojar também nas sobrancelhas e nas pestanas. Como principais sintomas desta condição são descritos, comummente, o prurido (causado por uma reação alérgica às picadas do piolho), feridas, irritabilidade e dificuldade em adormecer, uma vez que os piolhos são particularmente ativos no escuro.

Ao contrário do que muitas vezes se pensa, os piolhos não têm asas nem pernas. Por isso, não são capazes de saltar de uma cabeça para a outra, o que faz com que a transmissão só seja possível devido ao contacto direto com o cabelo de uma pessoa infestada ou à partilha de vestuário ou outros utensílios, recentemente utilizados pela mesma. A verdade é que existem muitos mitos amplamente associados a este tema e que, infelizmente, aos dias de hoje, ainda desencadeiam situações que podem levar ao desenvolvimento de estigmas sociais. Outro exemplo disso mesmo é o facto de, por vezes, se pensar que a pediculose é um problema associado à falta de higiene quando, na verdade, os piolhos optam por colonizar cabeças limpas.

Assim sendo, e como o papel do profissional de saúde passa também por combater a desinformação, não é demais partilhar algumas dicas para ajudar a prevenir e a tratar a pediculose.

Antes de mais, importa referir que os piolhos têm três formas: ovo (lêndea), ninfa e adulto. As lêndeas são colocadas próximo do couro cabeludo pelos piolhos (no seu estado adulto) e lá permanecem firmes, pelo que facilmente podem ser confundidas com caspa ou com pequenas crostas. Geralmente, até eclodirem, demoram entre 7 a 10 dias e quando, finalmente, se tornam ninfas, o seu aspeto é muito semelhante ao de um piolho adulto, contudo o seu tamanho é menor. Para amadurecerem, as ninfas têm de se alimentar de sangue pelo que, nesse caso, se espera que os piolhos, propriamente ditos, se formem 9 a 12 dias depois da eclosão das lêndeas. Por fim, totalmente desenvolvidos, apresentam seis patas, uma cor acastanhada e uma mesma necessidade: alimentarem-se de sangue para sobreviverem. Essa é a razão pela qual se estima que um piolho adulto seja capaz de viver na cabeça de uma pessoa durante um mês e que, por outro lado, não sobreviva mais de 48 horas longe do seu hospedeiro. As más notícias? Bem, talvez o facto das fêmeas adultas terem a capacidade de dar origem a cerca de 6 lêndeas por dia!

Assim sendo, agora que já sabemos o ciclo de vida deste parasita, torna-se extremamente importante:

  • Lavar a uma temperatura superior a 60 ºC tanto a roupa da cama, como o vestuário ou outros objetos utilizados pela pessoa infestada;
  • Utilizar um pente fino ou uma pinça para remover as lêndeas, já que nem todos os tratamentos são efetivamente capazes de as matar;
  • Usar um tratamento adequado e repetir o mesmo a cada 9-12 dias de modo a evitar a reinfestação, isto porque, como referido anteriormente, se espera que esse seja o período de tempo a partir do qual as lêndeas evoluem até ao estado de piolho adulto.

Sobre este último tópico, importa referir que existem inúmeras opções no mercado e que as mesmas se encontram sob as mais diversas formas de apresentação, como por exemplo em sprays, champôs, cremes e loções. Normalmente, aconselham-se sempre produtos sem inseticidas ou agentes demasiado agressivos, com o intuito de garantir a segurança de todo o processo de tratamento e de permitir que grupos mais frágeis, como as crianças, as grávidas e as lactantes, possam também usufruir destas opções de tratamento. Loções com ingredientes de origem natural e com uma textura oleosa, normalmente associada a uma composição rica em óleos essenciais, são o exemplo de produtos que, por norma, são bem tolerados e que apresentam uma elevada eficácia contra os piolhos, por permitirem a formação de uma película que conduz à sua morte por asfixia.

Por fim, o meu último conselho vai para os pais que pretendem evitar constrangimentos: apostem sempre na prevenção! Tal como no caso do tratamento, já existem muitas formas de combater a “saga” dos piolhos. Inclusive, é possível prevenir este fenómeno enquanto utiliza um produto com um aroma agradável, que facilita a escovagem do cabelo, desembaraçando-o, e que é ainda capaz de proteger o cabelo do seu filho(a) das radiações solares. Pediátrica e dermatologicamente testados, a verdade é que os sprays Nosa Protect são, sem dúvida, uma excelente aposta. Fáceis e práticos de utilizar, devem ser bem agitados antes da aplicação (sobre o cabelo seco ou molhado), que deve ser feita a uma distância de 15 centímetros.

Espero que estas dicas lhe tenham sido úteis e que possam contribuir para ajudar a ultrapassar mais facilmente este tipo de situações. Qualquer questão, por favor, não hesite em contactar-nos. Bom regresso às aulas! Até breve!

 

Dra. Andreia Moreira

 

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