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Outubro Rosa: Porque ainda é cedo para ser tarde demais!

Outubro Rosa: Porque ainda é cedo para ser tarde demais!

11 Outubro 2021

O cancro é uma das principais causas de morte em todo o mundo. Só em 2020, estima-se que esta doença tenha provocado 10 milhões de mortes. O cancro da mama é um dos tipos de cancro mais prevalentes no seio da população. Em Portugal, por exemplo, surgem em média 7 000 novos casos por ano. Contudo, à escala global, são anualmente diagnosticadas 2,26 milhões de pessoas com esta doença e, apesar das mulheres serem substancialmente mais afetadas, a verdade é que 1% de todos os cancros da mama diagnosticados são detetados em indivíduos do sexo masculino.

O impacto devastador que é inerente a esta doença realça, por isso, a enorme importância de a debater e de criar um espaço de partilha de experiências e informações que nos permitam estar mais alerta. Tanto os pacientes, como os seus familiares, veem as suas vidas mudar radicalmente aquando de um diagnóstico de cancro. Muitas vezes, o medo apodera-se da esperança e a angústia subtrai a força de vencer. Para as mulheres, esta etapa é particularmente perturbadora. Isto porque o cancro da mama não só afeta a sua feminilidade, como compromete também a gestão da sua imagem.

Foi na década de 90 que surgiu, nos Estados Unidos, o movimento “outubro rosa”, com o intuito de sensibilizar a população para a importância da prevenção e do diagnóstico atempado do cancro da mama. Desde então, este mês tornou-se no mês internacional da prevenção contra esta doença. Como tal, este artigo surge com o intuito de dar a conhecer algumas informações sobre a mesma e de percorrer algumas das principais dificuldades com as quais os doentes se deparam ao longo dos processos de tratamento que enfrentam, como é o caso das sessões de quimio ou radioterapia.

Qualquer alteração detetada na mama ou no mamilo deve ser motivo suficiente para agendar uma consulta médica porque, por vezes, os principais sintomas do cancro da mama refletem-se no aparecimento de alterações físicas visíveis, tais como: 

  • aparecimento de nódulos ou espessamentos na mama ou na região axilar;
  • aumento da sensibilidade dos mamilos ou a sua retração;
  • modificações no tamanho e/ou na forma da mama;
  • secreções ou perdas de líquido através do mamilo;
  • mudanças na pele da mama;
  • aréola ou mamilo com aspeto escamoso, vermelho, inchado ou “casca de laranja”.

Detetar estas anomalias é muitas vezes possível se dedicarmos algum do nosso tempo a olhar, a conhecer e a cuidar daquele que é o nosso maior património: o nosso corpo. É por isso que realizar o autoexame da mama é essencial para que se possa efetuar um diagnóstico precoce da doença.

Mas quando e como deve o mesmo ser realizado?

O autoexame da mama deve ser feito todos os meses, preferencialmente uma semana depois da menstruação, de modo a evitar a altura em que se verifica uma maior e natural tensão mamária, que se pode traduzir no aumento de volume, acumulação de líquidos e/ou aparecimento de protuberâncias na mama.

Como tal, 5 minutos por mês são suficientes para perceber se, aparentemente, a sua mama está normal ou se, por outro lado, possui alguma anomalia. O autoexame da mama divide-se, essencialmente, em duas partes: a primeira consiste na observação da forma, simetria, cor e textura da mama e deve ser realizada de pé e em frente a um espelho e a segunda baseia-se na palpação. Nesta última etapa, que se pode realizar tanto de pé como deitada de barriga para cima, recomenda-se que coloque o braço do lado da mama que vai examinar debaixo da cabeça. Assim, nesta posição, a outra mão ficará livre para iniciar a palpação, realizando movimentos circulares que percorram a mama e a axila (processo que deve ser realizado em ambas as mamas).

Importa reiterar que este método de “triagem” deve ser realizado por todas as mulheres. Geralmente, para idades compreendidas entre os 20 e os 39 anos, prevê-se que, de três em três anos, ocorra também a realização de um exame clínico, por parte de um profissional de saúde. Já as mamografias são, por norma, solicitadas a partir dos 40 anos e devem ser realizadas a cada dois anos. No entanto, para mulheres com idade superior a 50 anos, é expectável que a periodicidade da realização deste exame seja anual. Outras técnicas usuais no diagnóstico de doenças mamárias são, por exemplo, as ecografias, as ressonâncias magnéticas e as biópsias.

A Liga Portuguesa Contra o Cancro é uma organização da sociedade civil que se destaca pelos rastreios de cancro da mama que executa, em todo o território nacional. Estes rastreios são de extrema importância para que possíveis tumores sejam detetados em fases muito iniciais, nas quais, por vezes, os mesmos não são ainda palpáveis. Isso permite que os tratamentos selecionados possam ser menos invasivos e mutilantes. Assim, e segundo as informações disponibilizadas pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, atualmente, estes programas de rastreio iniciam-se com o envio de cartas-convite a mulheres em idade rastreável (50-69), que estejam inscritas nos seus Centros de Saúde, e consistem na realização gratuita de um exame radiológico (mamografia), pelo que qualquer mulher pode ter acesso a este tipo de exame.

Só quem sofre ou já sofreu de cancro da mama conhece realmente a difícil travessia que tem de ser feita desde o momento do diagnóstico até à remissão do tumor. Os tratamentos do cancro da mama podem ser locais (cirurgia ou radioterapia) ou sistémicos (quimioterapia), mas, geralmente, encontram-se associados a inúmeros efeitos secundários. Alguns dos mais frequentes são as náuseas, vómitos, desmaios, o cansaço e as dores de estômago e de cabeça. Todos eles podem ser amenizados, recorrendo à toma de fármacos. Em muitas situações, recorre-se inclusive à prescrição off-label, que consiste na utilização de medicamentos para situações diferentes das habitualmente preconizadas para os mesmos. Mas nem sempre estes mecanismos são suficientemente eficazes para aliviar o sofrimento destes pacientes…

Infelizmente, existem muitos outros efeitos secundários que se somam aos anteriores e que, de igual modo, causam bastante desconforto a quem por eles é afetado. Neste âmbito, destaca-se a queda dos pelos. A perda de cabelo, sobrancelhas e pestanas representa um enorme desafio e aporta um grande sofrimento emocional às mulheres. Há quem assuma e encare o problema sem complexos, há quem se refugie na maquilhagem e na utilização de perucas para se sentir melhor. E todas as abordagens são certas, válidas e um exemplo de força, determinação e coragem. E a verdade é que existem já muitas opções de produtos cujas formulações se adequam às necessidades dos doentes oncológicos. No caso dos cuidados de hidratação, proteção solar e maquilhagem, a gama Toleriane da La Roche-Posay é um excelente exemplo.

Tal como os pelos, também as unhas vão sofrendo alterações, ficando cada vez mais finas e quebradiças e, em alguns casos, também mais escuras. Por isso, pode ser importante recorrer a um fortalecedor de unhas com ingredientes ativos que possam hidratar e proteger a unha e fornecer-lhe os constituintes necessários para a manutenção da sua estrutura (por exemplo, queratina e silício).

A pele é outro órgão que é afetado pelos tratamentos contra o cancro. É frequente que fique mais desidratada e que, por vezes, se verifiquem descamações. Usar roupa 100% algodão e hidratar a pele com cuidados adequados é, sem dúvida, fundamental. A ISDIN conta com produtos específicos para manter a pele saudável após tratamentos de radioterapia, como o Ureadin RxRd, constituído por ingredientes ativos que previnem os sinais de toxicidade cutânea associados à radioterapia (vermelhidão, descamação, prurido e secura) e que estimulam os mecanismos fisiológicos de regeneração da pele.

Mas se há quem somente experiencie efeitos a nível físico, há quem sofra também com uma constante sensação de frio, sobretudo nas extremidades das mãos e dos pés e quem, por seu turno, assista a uma modificação da intensidade dos sabores, passando a sentir o doce, o ácido, o salgado ou o amargo de forma mais acentuada e, consequentemente, desagradável. Nestes casos, o uso de sprays bucais ou colutórios, como o Tantum Verde, acaba por ser frequente, por contribuir de forma temporária para o alívio desta sensação de desconforto. Por fim, também a xerostomia afeta uma grande parte das pessoas com cancro em fase de tratamento. Esta sensação constante de boca seca leva a que os pacientes recorram a sprays lubrificantes da mucosa oral, como é o caso do conhecido Elgydium Clinic Xeroleave.

É através do contacto diário que estabelecemos com os utentes que nos vamos apercebendo das principais dificuldades que os mesmos enfrentam. E, como tal, é com base na experiência empírica que vamos adquirindo enquanto profissionais de saúde, que relatamos alguns dos efeitos adversos mais reportados pelos utentes.

Percorrer esta longa jornada de saúde é um caminho muito difícil porque é um processo de absoluta transformação. Muda tudo: o corpo e a mente. Muda a forma como olhamos a vida, como a valorizamos e como nos relacionamos com os outros. Muda a forma como respeitamos e cuidamos do nosso corpo, e muda também a importância que damos a cada momento, porque nos traz uma certa consciência da sua efemeridade.

Existem cada vez mais inúmeros mecanismos para travar esta doença. É possível vencer o cancro e, tal como sabemos, os diagnósticos precoces abrem-nos portas a prognósticos bastante favoráveis. E porquê deixar para amanhã o que podemos mesmo detetar hoje?

Toquem no vosso corpo. Conheçam-se. Deem-se tempo.

Que este mês rosa sirva para nos relembrar que, para todas nós, ainda é demasiado cedo para ser tarde demais!

 

Dra. Andreia Moreira

 

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